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De brincadeira infantil até execução de exercícios físicos, ficar de ponta cabeça pode causar terror em muitas pessoas, mas para outras é até bem divertido. No entanto, ficar de cabeça para baixo não é algo tão inofensivo assim. Obviamente essa posição não vai ejetar os globos oculares, explodir a cabeça ou fazer alguém se afogar com saliva acumulada no nariz, mas ficar de cabeça para baixo por muito tempo pode ser fatal. Por quanto tempo, então, essa “atividade” pode ser feita com segurança? Saiba agora mesmo.

Quanto tempo o corpo humano pode ficar de cabeça para baixo?

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Riscos de ficar muito tempo de cabeça para baixo

Ficar de cabeça para baixo por curtos períodos pode acarretar em benefícios super interessantes para a saúde, como uma melhor fluição de sangue para os pés, diminuição da frequência cardíaca em repouso, utilização melhor do oxigênio pelo corpo durante o exercício e aumento da resistência geral.

Contudo, ficar de cabeça para baixo por longos períodos pode levar a óbito. Há dois principais órgãos afetados por essa prática: o pulmão e o coração. No caso do pulmão, é válido ser lógico: esses órgãos evoluíram para ficar acima de todos os demais órgãos. Isso porque são altamente delicados e, portanto, não resistem muito tempo até serem esmagados por órgãos grandes e pesados, como fígado e intestino.

Além disso, quando a cabeça está diretamente sob os pés, os pulmões não conseguem absorver oxigênio suficiente, dado o espaço disponível que eles têm.

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Com relação ao coração, os riscos também são preocupantes. Os médicos acreditam que, na maioria dos casos, em que alguém fica de cabeça para baixo e morre, a causa principal é o coração que não consegue lidar com a situação.

Quando estamos de cabeça para baixo, o coração diminui a velocidade em que bombeia sangue e, ao mesmo tempo, recebe mais sangue do que consegue lidar de uma vez. Isso faz com que o coração tenha dificuldade em manter a pressão sanguínea normal e, eventualmente, ele não consegue mover sangue suficiente para manter todas as coisas importantes no nosso corpo funcionando direito.

Preocupação adicional

Não apenas os pulmões e o coração sofrem. Quando estamos de pé, nossos corpos são naturalmente bons em mover o sangue, e nossos vasos sanguíneos são projetados para evitar que o sangue se acumule em nossos pés.

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No entanto, o sistema não funciona da mesma forma quando estamos de cabeça para baixo. Nossos corpos não se adaptaram para evitar que o sangue se acumulasse no cérebro. Quando isso acontece, muitos problemas podem surgir, incluindo a ruptura de vasos sanguíneos, ou que pode levar a hemorragias cerebrais.

Quanto tempo você pode permanecer de cabeça para baixo com segurança?

Não parece haver uma regra que determine exatamente por quanto tempo é seguro ficar de cabeça para baixo. Isso pode variar dependendo dos fatores individuais. Por exemplo, pessoas que têm problemas cardíacos podem ter complicações muito mais rapidamente nesse contexto, enquanto indivíduos jovens e saudáveis ​​podem ser capazes de suportar mais tempo do que pessoas mais idosas ou doentes.

Assim sendo, a orientação geral é a seguinte: se você estiver de cabeça para baixo e começar a sentir que deveria parar ou que algo não está certo, é melhor interromper imediatamente.

Julie Phillips, praticante e instrutor de ioga na Grécia, afirma que “Nas minhas aulas de ioga aérea, levamos cinco minutos – às vezes mais – com os alunos pendurados de cabeça para baixo […] Mas deixo claro que eles podem entrar e sair de sua inversão durante esse tempo, e enfatizo que devem sair a qualquer momento que parece demais.”

Essa interrupção deve ocorrer em questão de minutos ou até mesmo horas. Como assim? Recentemente, um grupo de pessoas ficou de cabeça para baixo em brinquedo durante 25 minutos, e todos sobreviveram. Mas vale salientar que essa exposição prolongada, como já abordado, não é interessante. Por isso, é sempre importante não ultrapassar os limites do próprio corpo, pois os resultados podem não ser tão positivos.

Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e apaixonado por tecnologia, atualmente trabalho com projetos web e tenho orgulho de ser o idealizador do site Solte a Palavra.