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Em um novo estudo liderado pela Royal Botanic Gardens, cientistas apresentaram uma árvore genealógica atualizada de orquídeas, traçando as suas origens no hemisfério norte há cerca de 85 milhões de anos.

A família das orquídeas, Orchidaceae, é frequentemente elogiada pelos cientistas como uma das maiores maravilhas evolutivas do mundo vegetal. Estas plantas com flores não só são encontradas em quase todos os continentes, mas também são incrivelmente diversas, com uma estimativa de 29.500 espécies – quase três vezes mais do que o número global de espécies de aves conhecidas.

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Imagem: Alief Baldwin

No estudo publicado na revista New Phytologist, a equipe de pesquisa traçou a ancestralidade destas plantas até impressionantes 85 milhões de anos atrás, localizando as origens das orquídeas no hemisfério norte, uma mudança notável em relação à crença anterior de que essas plantas surgiram do supercontinente Gondwana.

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Os cientistas fizeram uma análise exaustiva, que culminou em uma árvore genealógica de orquídeas de detalhes sem precedentes. Compreendendo quase 40% de todos os gêneros de orquídeas reconhecidos e cerca de 7% da diversidade de espécies, essa árvore engloba uma intrincada rede de dados que abrange sequências de DNA e história geográfica.

As implicações dessas descobertas vão além de mera uma curiosidade botânica, uma vez que as orquídeas também enfrentam ameaças significativas de desmatamento, comércio ilícito e mudanças climáticas, o que as coloca entre os grupos de plantas mais ameaçados de extinção em todo o mundo. As estimativas atuais sugerem que 56% das espécies de orquídeas estão em risco.

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Esse mapeamento filogenético detalhado permite esforços de conservação mais direcionados, destacando regiões que são pontos críticos de diversidade e evolução de orquídeas. Ao identificar os ecossistemas com a especiação mais robusta, os conservacionistas podem priorizar áreas para proteção na esperança de promover a futura diversificação dessas plantas extraordinárias.

As orquídeas estão se extinguindo a taxas que ultrapassam em muito seus cronogramas evolutivos naturais. Considerando que, historicamente, as orquídeas levaram cerca de 5 milhões de anos para se especializarem, as chances de elas se recuperarem das atuais taxas de extinção em escalas de tempo humanas são mínimas.