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A BYD Co. revelou seu mais recente avanço em tecnologia híbrida, apresentando um trem de força que proporciona uma autonomia de mais de 2.000 quilômetros sem a necessidade de recarga ou reabastecimento. Essa mudança significativa está estabelecendo novos padrões no setor automotivo, especialmente na sempre competitiva transição para veículos elétricos.

A nova tecnologia promete aumentar a distância entre a BYD e seus rivais no mercado, principalmente no Brasil. Dois sedãs com essa tecnologia atualizada serão apresentados, ambos com preços abaixo de 100.000 yuans (R$ 74.500, sem impostos).

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Esse avanço significa que os carros híbridos elétricos plug-in de modo duplo da BYD podem cobrir grandes distâncias, como de Porto Alegre a Brasília, com uma única carga e um único tanque. Isso representa uma grande conquista para a BYD, conhecida por reduzir o consumo de combustível desde o lançamento de seus primeiros híbridos em 2008.

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A estratégia agressiva da BYD na China, destacada por cortes significativos de preços, desestabilizou o mercado automotivo local. Embora esses cortes tenham afetado a lucratividade, eles também alimentaram uma guerra de preços.

No ano passado, a BYD vendeu 3 milhões de carros e, em abril deste ano, quase atingiu 1 milhão de entregas. Na China, a cada dois híbridos vendidos, um é da BYD, o que torna esses carros uma fonte vital de receita para a empresa. Essa intensa atividade no mercado fez com que as ações da BYD listadas em Hong Kong saltassem até 4%.

Em um contexto global, os fabricantes de automóveis estão se esforçando para aliviar as preocupações dos consumidores em relação à autonomia e ao impacto ambiental. A Toyota apresentou seus protótipos de uma nova geração de motores de combustão interna que podem usar hidrogênio, gasolina ou outros combustíveis junto com as baterias tradicionais.

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A BYD, durante seu evento, afirmou que seu híbrido plug-in poderia atingir até 2.500 quilômetros de alcance em condições de teste. Atualmente, essas atualizações têm como alvo os carros fabricados na China, com planos de exportação em um futuro próximo.

O impulso para aumentar a autonomia dos veículos elétricos e híbridos aborda o problema persistente da ansiedade de autonomia entre os consumidores. Apesar desse progresso, a transição completa dos combustíveis fósseis continua sendo um desafio para alguns mercados. No início de 2022, a BYD parou de fabricar veículos movidos apenas a combustíveis fósseis e passou a focar na exportação de carros híbridos para países com pouca infraestrutura de carregamento de baterias. Essa visão de mercado é uma das razões do sucesso recente da empresa no Brasil.

Os dois primeiros carros da BYD com capacidade de longo alcance serão o Qin L e o Seal 06, ambos sedãs de tamanho médio. Esses modelos, apresentados no Salão do Automóvel de Pequim em abril, fazem parte das séries Dynasty e Ocean da BYD, respectivamente.