A tarifa de 50% proposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, pode impactar o desempenho das commodities exportadas pelo Brasil 

A imposição de tarifas elevadas de 50% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros levanta questionamentos sobre os efeitos no desempenho das commodities exportadas pelo país. 

A depender do alcance e dos setores atingidos, o cenário pode impactar empresas exportadoras relevantes, como a Vale (VALE3), e influenciar decisões de investidores. 

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Neste artigo, vamos explicar o que muda com a nova tarifa proposta pelo presidente norte-americano Donald Trump, quais são os possíveis reflexos no setor de commodities e os efeitos sobre empresas exportadoras e por que é importante que os investidores acompanhem as notícias internacionais para obterem melhores resultados. 

Este conteúdo não é uma recomendação de investimento. 

Como a tarifa de 50% dos EUA pode afetar as commodities no Brasil?

O que muda com a tarifa de 50% aplicada pelos EUA?

A nova medida estabelece que, a partir de agosto de 2025, todos os produtos exportados do Brasil para os EUA serão taxados em 50%. De acordo com o presidente Donald Trump, trata-se de uma resposta às barreiras comerciais que o Brasil impõe aos produtos norte-americanos, alegadamente responsável por desequilíbrios na balança comercial entre os países. 

Essa mudança representa uma barreira comercial significativa e pode ter diversos impactos econômicos, comerciais e diplomáticos. Para começar, os produtos brasileiros poderão ficar mais caros para consumidores e empresas norte-americanas, o que pode torná-los menos competitivos nesse mercado. Isso também pode levar a uma queda nas exportações brasileiras para os EUA, pois os compradores tenderão a buscar alternativas mais baratas em outros países.

A queda nas vendas externas representa menos entrada de dólares, que, por sua vez, pode levar a um impacto negativo na balança comercial e comprometer o crescimento econômico em regiões produtoras ou setores exportadores.

Com a nova medida, projeta-se uma redução significativa da receita de exportação, o que pode impactar negativamente no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. A taxa poderá, também, ocasionar um desestímulo ao investimento e à produção, com reflexos sobre o PIB, os empregos e a balança comercial.

Possíveis reflexos no setor de commodities brasileiro

A aplicação de uma tarifa de 50% pelos EUA sobre produtos brasileiros pode gerar reflexos relevantes e amplos no setor de commodities, que é uma das bases da economia e das exportações do Brasil.

Os produtos ficarão invariavelmente mais caros e poderão perder competitividade frente a outros países que receberam tarifas menores. Pode haver queda nas exportações e até na produção, já que a demanda diminuirá. Isso pode causar um enorme impacto nas ações dessas empresas, com possibilidade de desvalorização na bolsa.

No caso de commodities agrícolas, que representam boa parte das exportações brasileiras, poderá haver uma queda de receita em setores exportadores, como soja, milho, carne etc. Isso pode gerar dificuldades para pequenos e médios produtores integrados à cadeia de exportação. 

Além disso, o aumento do excedente interno poderá levar à queda do preço no mercado doméstico. Em outras palavras, os alimentos podem ficar mais baratos para os consumidores brasileiros. 

Potenciais efeitos sobre empresas exportadoras

Empresas que vendem para os EUA podem sofrer queda de receitas e lucros, o que deve impactar suas ações na bolsa, levando à queda de valor de mercado, e/ou acarretar cortes de produção, demissões ou redução de investimentos.

Os efeitos vão depender de quais produtos ou setores forem atingidos pela tarifa. Por exemplo, aço, alumínio, carne, celulose e produtos agrícolas são setores com histórico de tensões comerciais com os EUA. Se a tarifa incidir sobre produtos agrícolas, pode impactar duramente o agronegócio brasileiro, que depende do mercado externo.

Por que acompanhar o cenário internacional nas estratégias de investimento?

Mudanças no cenário internacional podem trazer sérios impactos para os investimentos. A tarifa de 50% proposta pelos EUA poderá comprometer o desempenho de empresas exportadoras brasileiras, o que tende a diminuir o valor de suas ações na bolsa, impactando os investimentos de quem aplica em setores como o de commodities. 

Além disso, o mercado financeiro pode reagir negativamente, especialmente se a tarifa afetar setores listados na B3 (como siderurgia, agronegócio ou papel e celulose). A medida também pode ser vista como um risco político-comercial e afastar investidores estrangeiros do Brasil.

Por essas razões, é fundamental acompanhar o cenário macroeconômico e geopolítico internacional e levá-las em conta na hora de traçar uma estratégia de investimentos.

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